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"DEPRESSÃO" A depressão ocorre quando a raiva fica recolhida e voltada para o interior de nós mesmos. Ela torna-se rancor e começa a roubar da vida o seu significado, deixando a pessoa sem energia. As pessoas deprimidas estão sempre lutando para conter a raiva e rancor. Os principais sintomas da depressão são: falta de interesse, insônia ou hipersonia, perda ou ganho de peso, fadiga, sentimento de culpa, baixa concentração, desânimo, tristeza, lentidão e negativismo. Para compreender uma determinada depressão é preciso saber quais os sentimentos que realmente estão em jogo. Na verdade, dirigir a energia para fora é o primeiro passo para romper o ciclo.
“ SÍNDROME DO PÂNICO” A Síndrome do Pânico está relacionada com a Ansiedade. Ao sentir-se ansioso, você está percebendo uma ameaça, mesmo que você não tenha consciência dela. Não ignore a ansiedade, pois ela significa que alguma coisa que você considera importante está sendo ameaçada. O estar ansioso e o estar temeroso tendem a trazer de volta sentimentos da nossa infância relacionados a desamparo, desproteção, separação e perdas. Cada um de nós se sente vulnerável de uma maneira diferente. Algumas pessoas de tal forma ficam sensibilizadas por sua experiência particular de vida . Assim, por exemplo uma pessoa dependente poderá ser extremamente vulnerável e sensível à perda do amor, quer porque quando criança pode ter experimentado semelhante perda, quer porque tenha vivido com a ameaça da separação ou uma rejeição. Outro tipo de perda que produz ansiedade é a perda de controle. Seja poder, o dinheiro, a posição ou influência. São geralmente pessoas controladoras. A maioria das pessoas se vê às voltas com um pouco de ansiedade todos os dias, mas quando perdemos o controle da ansiedade e percebemos que nem sempre são por razões claras, ou quando uma situação que deveria fazer-nos feliz e só faz nos sentirmos ameaçados, pare e pense. Os principais sintomas são: sensação de catástrofe iminente prestes a tragá-lo, taquicardia – coração acelerado, dores no peito, falta de ar, vertigem, tremores das mãos e/ou pernas, tensão, formigamento, suor frio, ondas de calor ou calafrios, medo de morrer e desespero intenso.
"CEFALÉIA E ENXAQUECA" Cefaléia é o nome que se dá para a dor de cabeça e tem sido queixa comum na prática clínica. Estima-se que 3 entre 10 adultos sofrem desse mal. A maioria tem dores insuportáveis, tem mais de um episódio semanal e não tem idéia da causa. O que muito contribui no tratamento da cefaléia é a identificação e eliminação dos diversos fatores que desencadeiam as dores de cabeça, chamados de "gatilhos" e cada pessoa tem um ou vários, como por exemplo ambientes, stress, alimentos, bebidas, irregularidades no funcimamento do organismo, etc. Há vários tipos de cefaléias, sendo a enxaqueca a mais conhecida: dores de cabeça latejantes ou como um peso ou pressão, geralmente apenas de um lado, alternando entre o lado esquerdo e direito da cabeça de uma crise para a outra. Uma crise dura em média entre 2 e 3 dias. É comum as crises serem precedidas por alterações do humor, irritabilidade e depressão, insônia, vontade de comer doces ou perda de apetite. Outros sintomas: visão embaçada, tonturas e sensação de estar vendo pontos brilhantes, náuseas, vômitos, diarréias ,aversão à claridade e falta de memória. O paciente torna-se irritável, preferindo ser deixado sozinho, deitado num quarto escuro e com pouco barulho. Boa parte das crises terminam com um intenso sono. As dores de cabeça às vezes são tão intensas que o paciente não consegue exercer as suas atividades, obrigando-sa ficar deitada.Os principais "gatilhos", ou fatores desencadeadores são: tensão emocional ou stress, menstruação, ingestão de certos alimentos, álcool, dormir a mais ou a menos, excesso de claridade ou barulho intenso, gripes e estados febris em geral, alterações na temperatura do ambiente, leitura ou TV em excesso, jejum prolongado, café, cigarros, remédios, etc. Outro fator importante é a predisposição genética de alguns pacientes que pode deixar mais ou menos sensível às crises.Outra cefaléia também comum é a "cefaleía tensional", desencadeada por contrações musculares provocadas por stress ou ansiedade. A tensão psicológica é o "gatilho". É possível evitar ou amenizar as crises: identificar os "gatilhos" é fundamental para obter maior controle da doença, além disso os pacientes podem evitar o acumulo de trabalho, evitar dormir além do necessário ou dormir pouco, evitar cansaço desnecessário, fazer as refeições em horários regulares e evitar "pular"as refeições, eliminar os alimentos identificados como "gatilhos" das dores de cabeça, reduzir a ingestão de café, chás pretos e álcool,evitar fumar ou fucar perto de fumantes, evitar o uso de analgésicos, não se exercitar em dias muitos quentes. Talvez o principal cuidado seja: viva um dia de cada vez e esteja preparado para esperar, conseguindo sempre um tempo prá você. Diga "não". O tratamento das cefaléias consiste, inicialmente, numa avaliação neurológica e psicológica. O tratamento pode ser "sintomático", usando medicações específicas que aliviam os sintomas, e "preventivo"'que consiste no uso de medicações também associadas com tratamento psicológico, ajudando assim o paciente a identificar as fontes de stress e a trabalhar melhor a sua ansiedade.
" A REVOLUÇÃO NO CASAMENTO " Foram tantos os fatores sociais profundamente significativos que influenciaram o casamento, que se tornou praticamente impossível
isolar o impacto psicológico na relação. Primeiramente, existe o efeito dos métodos anticoncepcionais, bastante aperfeiçoados. O
impacto da prevenção da gravidez na vida do casal mudou toda a
estrutura do casamento. Antigamente, ser esposa era, certamente,
uma das ocupações mais perigosas. As esposas eram sacrificadas poque não parecia haver menhuma outra alternativa ou perspectiva. Apenas mulherers solteiras ou estéreis tinham uma expectativa de vida mais razoável. HOje tudo isto está mudado. A disponibilidade dos métodos anticoncepcionais significa que a esposa não encontra-se mais totalmente ocupada com gravidez, amamentação e crianças. Significa que, fisicamente, ela está tão livre quanto seu marido para explorar relacionamentos fora do casamento. Ela têm também uma oportunidade maior de escolher entre família e carreira, ou ambas.Pela primeira vez na história a mulher é um agente fisicamente livre.O impacto sobre a política da família tem sido incalculável. Um segundo fator importante também afetou muito o casamento. É o aumento da expectativa de vida do ser humano, e o consequente aumento do período potencial de casamento. Em menos de 100 anos nossa esperança de viver mais dobrou. Um casamento antigamente tinha
possibilidade de durar de 10 a 15 anos até ser desfeito pela morte,bem diferente do atual, onde é possível que ambos vivam por 50 anos antes que a morte leve um deles. As falhas que poderiam ser suportadas por 10 anos não serão por 50. A quantidade de elementos que podem mudar vidas e tornar um relacionamento instável é hoje multiplicada,a menos que o casal cresça junto e se ajuste bem a u mrelacionamento continuamente mutável. Um outro fator social a ser considerado é a progressiva aceitação do divórcio. Ninguém precisa mais sentir-se
necessariamente amarrado um ao outro "até que morte os separe". Cada um tem sempre o poder de decidir se quer ou não manter o casamento.A mobilidade e a transitoriedade familiar tiveram um profundo impacto no relacionamento interpessoal do casamento. Questiona-se a importância e a necessidade de casar-se ou manter-se casado. Não existe mais uma família estruturada para amortecer as tensões. Portanto, qualquer deficiência no relacionamento torna-se realçada. A crescente liberdade sexual tem afetado profundamente o casamento. Estudos mostram que,
antes do casamento, homen e mulher se envolveram em experiências sexuais em média muito mais que indivíduos mais velhos. A importância destes fatos para o futuro dos padrões matrimoniais dificilmente pode ser mudada, uma vez que cada um tende a reproduzir experiências prazerosas em momentos de crises. Todos estes fatores tornam o casamento mais arriscado, mais aberto a tensões, com menos probabilidades de durar.
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